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sábado, 15 de outubro de 2011

Aos olhos de quem

Sem saber pra onde ir, sem ver o que quer, sem ouvir a propria voz. A luz já nao ilumina mais os dias escuros, a lua na noite não vem, seus olhos ignoram as estrelas. O Silêncio ecooa mais que um grito, você nao o ouve, mas sente ele pelo seu corpo. O Vento nao balança seus cabelos, as folhas são estaticas, os perfumes nao cheiram mais.
Você se senta no banco do parque, observando as pessoas em um domingo de manhã. Elas estão felizes, brincam pais e filhos, cães e gatos. Você se levanta e caminha ao redor do parque, esquece das pessoas, esquece onde está.
Olhos frios caminham junto a um corpo vazio, você nao entende como as pessoas se relacionam, porque sorriem tanto? Você nunca sorriu, nao tem motivos, nem mesmo chorou, mesmo que motivos tenha.
Você está sozinho, os passos são fracos, você fica tonto, seu peito dói, você cai.
Olha as pessoas passando perto de você caido no chão, você nao existe para elas, você morre... sozinho, sem entender o porque.

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